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Lupus Eritematoso


1. Introdução

O Lúpus Eritematoso (LE) é uma doença inflamatória crónica cuja causa não se conhece. Pertence ao grupo de doenças autoimunes. Nestas, o sistema imunitário, que habitualmente nos protege de estruturas que nos são estranhas, agride os nossos próprios tecidos.

As formas como se pode manifestar são variadas, mas podemos separá-las em dois grandes grupos:

* LE cutâneo, benigno, em que as lesões se limitam exclusivamente à pele.
* LE sistémico, que implica múltiplos órgãos, entre os quais a pele, as articulações e o rim.
Entre os dois existem formas intermédias.


2. O que causa o Lúpus Eritematoso ?

A causa que origina a auto-agressão imunitária no LE não é conhecida. No entanto, pensa-se que existe uma predisposição hereditária. É mais provável padecer-se da doença quando existe pai, mãe, ou irmão com LE. Não se sabe de que forma exacta os genes predispõem à doença.
Em presença desta predisposição, alguns factores ambientais podem desencadear as manifestações da doença. São exemplos a exposição à luz solar, alguns medicamentos, infecções e alterações emocionais.


3. LE cutâneo benigno

Atinge por igual ambos sexos. Começa mais frequentemente entre os 35 e 50 anos. A lesão mais típica assemelha-se a uma moeda, com descamação e vermelhidão à periferia e uma área central clara. A face é a localização mais frequente.


4. LE sistémico

Incide sobretudo, mas não só, em mulheres jovens. A manifestação na pele é a primeira em 30% dos casos. As lesões são menos escamosas, mais vermelhas e mais elevadas que as de LE cutâneo benigno, e na face podem tomar uma disposição em borboleta. A face, área de decote, mãos e pés são as principais localizações.

Febre, perda de peso e falta de força são frequentes. Articulações e rins são frequentemente afectados. Outros órgãos, como os pulmões, o coração, o sistema nervoso, podem ser atingidos em menos casos. Ocasionalmente surgem alterações psíquicas.


5. Análises e outros exames para diagnóstico e controlo da doença

Na presença de lesões sugestivas na pele, perante a suspeita da doença ou para seu controlo são, por via de regra, necessários:
* Exame de um pequeno fragmento de pele (biopsias) de uma lesão cutânea e de pele normal.
* Determinação no sangue dos anticorpos típicos desta doença
* Exames gerais (radiografia do tórax, exames ao sangue e urina)
* Por vezes, exames específicos para cada órgão.


6. Evolução

As lesões de LE cutâneo benigno desenvolvem-se lentamente e permanecem na mesma localização durante anos. São limitados à pele e o prognóstico é óptimo, não estando em risco a vida.
As lesões de LE sistémico instalam-se de forma rápida e evoluem por surtos. Em casos com grande envolvimento de órgãos vitais o prognóstico pode ser reservado, sobretudo nos casos com complicações mais severas.


7. Atitude clínica e tratamento

Na maioria dos doentes as lesões pioram com a exposição à luz, pelo que é importante evitar a exposição ao sol e usar, além disso, filtros solares eficazes.

Nos doentes com LE cutâneo benigno, em muitos casos, a doença controla - se apenas com a aplicação de cremes anti-inflamatórios sobre a pele lesada.
Nos doentes com LE sistémico, dado que vários órgãos internos estão afectados, torna-se necessário a toma de medicamentos por via oral, em muitos casos durante anos. Frequentemente os medicamentos derivados da cortisona estão indicados, são muito eficazes e, nalgumas circunstâncias, podem mesmo salvar a vida do doente.


8. Informações úteis

l - No diagnóstico e acompanhamento de estes doentes pode ser necessário um acompanhamento médico multidisciplinar, que deve ser coordenado pelo médico assistente.
2 - É útil a troca de experiência com doentes com a mesma doença, o que poderá ser feito através da
Associação de Doentes com Lúpus
Praça Francisco Sá Carneiro 11, 2º
1000 Lisboa
Tel. 0800 200231 (chamada grátis)
3 - Os medicamentos são grátis para todos os doentes com Lúpus, desde que o diagnóstico seja indicado pelo clínico na receita, a pedido do doente.



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